Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada. (pág. 15)
Olá pessoal! Desculpa o atraso do post, que era pra ter saído ontem, mas as aulas voltaram e na segunda e terça tenho aula pela manhã e noite (então, imagina a correria!). Então, sem muitas enrolações vamos ao que interessa... Lembrando que para quem não leu o primeiro livro (especial aqui) e não quer pegar spoiler, aqui terá alguns do volume 1, mas sem spoiler do livro 2.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.[...] Eu não era a garota humana que precisava ser paparicada e mimada, que queria luxo e facilidade. Não sabia como voltar a desejar essas coisas. A ser dócil. (pág. 135)
Primeiramente, a forma como a autora reconstruiu todos os personagens e principalmente a Feyre foi completamente incrível. No início desse livro ela nos mostra a protagonista tentando superar - sem uma ajuda significativa do Tamlin - os acontecimentos de Sob a Montanha. E a situação ainda fica pior quando ele a exclui completamente dos atuais acontecimentos, atualização ou decisões. A Sarah vai descrever, de uma forma surpreendente, situações como violência psicológica, depressão, ódio etc. E só então Feyre perceberá que ela mesma será sua própria salvação! Vai se reerguer, recuperar as forças e decidir o seu destino. 
[...]Estou pensando que era uma pessoa solitária e sem esperanças, e talvez tivesse me apaixonado pela primeira coisa que me mostrou um pingo de bondade e segurança. E estou pensando que talvez ele soubesse disso... talvez não conscientemente, mas talvez ele quisesse ser aquela pessoa para alguém. E talvez isso desse certo para quem eu era antes. Talvez não dê certo para quem... o que sou agora. (pág. 169)
A partir do momento que vemos a Feyre se tornar mais independente, as coisas começam a tomar um rumo diferente do imaginado. Descobrimos, junto com a própria protagonista, como sua vida funciona agora que ela se tornou feérica e está mais poderosa do que poderiam imaginar.
A vida é melhor quando você está por perto. E olhe como sua letra é linda. (pág. 281)
No dia do grande casamento, o Rhys aparece para cobrar o acordo feito com Feyre em Sob a Montanha e a leva para a Corte Noturna no meio da cerimônia. Após dois ou três meses cumprindo o acordo - uma semana do mês com Rhys em sua corte - Feyre percebe que a melhor opção para garantir sua recuperação é estar na Corte Noturna, e isso causa uma grande confusão. Lá ela aprende a escrever, conhece amigos verdadeiros e descobre que nem tudo que parece, realmente é. Nesse livro vamos encontrar muitos esclarecimentos, a exploração do romance é maior - e muito melhor - do que no primeiro, a dose de aventura também é bem mais alta do que no primeiro e o território feérico nos será apresentado de forma bem mais ampla.
Ele apareceu, uma figura sólida em meu mundo de fumaça e estrelas. (pág. 286)

Ele fizera isso para me manter distraída - me manter com raiva. Porque o ódio era melhor que sentir nada; porque ira e ódio eram o combustível duradouro na escuridão infinita de meu desespero. (pág. 307)

- Às pessoas que olham para as estrelas e desejam.
- Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos. (pág. 356)
 Você você amar a intensidade do romance que há. Muito bem construído, com paciência, sutileza, realidade, maturidade, cuidado etc. A Sarah se mostrou uma escritora muito competente quando nos descreveu milhões de gêneros em uma trilogia só, e com muita maestria! Nos arrebata, toma nossos pensamentos e nos faz devorar os livros numa rapidez impressionante, simplesmente porque é aquele tipo de história que poderíamos passar o resto da vida a lendo.
Jantares em família; não reuniões oficiais da corte. E essa noite... ou não sabiam que eu estava ali para decidir se realmente queria trabalhar com Rhys, ou não tinham vontade de fingir ser qualquer outra coisa além do que eram. Sem dúvida tinham vestido o que quiseram - eu tinha a sensação crescente de que poderia ter aparecido de camisola e eles não teriam se importado. Um grupo singular, de fato. (pág. 178)
E o que falar dos outros personagens? Um dos pontos positivos dessa trilogia é que ela tem os protagonistas, mas a história não se trata apenas deles. Amren é a auto-suficiência em pessoa, incrível e amada e poderosa! Rainha! A Mor é uma mistura espetacular da sutileza, meiguice, poder e auto-confiança. Os guerreiros illyrianos mais amados desse mundo, Cassian e Azriel, são fortes, poderosos, confiáveis, não medem esforços para se sacrificar por aqueles - e aquilo - que amam. Junto ao Rhys, e agora a Feyre, eles formam a família mais linda e absoluta que você respeita. São tantos detalhes, histórias, personagens etc, que tudo contribui para tornar a história mais complexa, realista e incrível. Há uma riqueza de detalhes em relação a tudo, aos mundos, mitos, lendas, guerras, objetos mágicos, fendas entre os mundos, outras criaturas, os poderes, e é tudo tão perfeito que te envolve e parece que tudo aquilo existe de verdade. É uma trilogia mágica, envolvente, apaixonante, eletrizante! 

A Sarah simplesmente nasceu para ser escritora! Espero muito que venham milhões de outros livros dessa série Corte, com certeza ela deixou muito pano para manga caso queira continuar explorando essa história - inclusive outros shipps que eu quero muito! Então, Sarah, minha amiga, se você quiser lançar uma série de livros para cada personagem dessa história perfeita, publica mesmo! 

A família mais linda que você respeita! 💓

- Estou pensando - disse ele, seguindo o movimento de minha língua no lábio inferior - que olho para você e me sinto como se eu estivesse morrendo. Como se não conseguisse respirar. Estou pensando que a quero tanto que não consigo me concentrar na metade do tempo que estou com você, e este quarto é pequeno demais para que eu me deite com você direito. (pág. 494)

- Quero que saiba que - sussurrei - que estou quebrada, e me curando, mas cada pedaço de meu coração pertence a você. E me sinto honrada, honrada, por ser sua parceira. (pág. 555)

[...]e eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo. (pág. 559)

Digo e repito: minha série favorita da vida! Rhys, crush supremo. Quem o supera?! Se vocês ainda não leram nada da Sarah J. Maas, já podem começar. Não vão se arrepender, eu juro!
Vocês já conheciam esse livro? Ficaram curiosos para ler? Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas. Você pode comprá-lo aqui: Amazon | Saraiva (box) | Submarino (box). 


2 Comentários

  1. Oieee,
    Linda apresentação. Eu tenho um pé atrás com a Sarah, desde Trono de Vidro, e por esse motivo não me rendi a Corte de Espinhos, por mostrar que ela vai pelo mesmo caminho que trilhou um Trono mas... esse é o bom da literatura, podemos ter nosso próprio gosto sem ofender ninguém se gostamos ou não!

    Post lindo! Amei a sua delicadeza em mostrar nuances do livor sem dar spolier!

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    1. Eu sou louca pela série Corte! Terminei de ler o segundo livro da série Trono de Vidro há pouco tempo, e prefiro a série Corte, mas Trono também é muito bom! A escrita da autora ajuda muito na leitura. Não sei o porquê, eu vejo semelhanças mas não acho as duas série muito iguais. Sim, isso é incrível, o mesmo livro e várias opiniões! <3 Ah, muito obrigada. Eu não ligo para spoiler, então é bem difícil separar o que é e o que não é spoiler rs. Fico muito feliz em saber que gostou.

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