Chegamos ao último post do Especial da série Corte, adorei muito compartilhar com vocês essa série que se tornou uma das minhas favoritas e espero que vocês também tenham gostado. Houve alguns atrasos de posts nessa última semana porque minhas aulas retornaram, estou cheia de livros para ler, matéria para estudar e projeto de pesquisa para fazer, além de estar atualizando o IG e blog, ser dona de casa e viver haha. Então peço que vocês compreendam, vou tirar um fim de semana o mais urgente possível para programar todos os posts do mês, e vocês me ajudem comentando todos eles, por favor! Sem mais delongas, vamos lá...

*Contém spoiler dos dois primeiros livros, porém não contém do terceiro.*
Não me importava que tivéssemos uma plateia quando ergui o rosto e vi a alegria e a preocupação e o amor brilhando naqueles olhos incríveis.
Rhys também não se importou quando murmurou:
– Meu amor. – Então, me beijou. (pág. 133)
Amei a ideia da autora colocar a Feyre na Corte Primaveril novamente, porém em uma perspectiva completamente diferente. Isso é uma das coisas que amo em sua narrativa, ela pode repetir fatos várias vezes, usando uma forma completamente nova de abordagem, e ficará tudo ainda mais surpreendente. A evolução da Feyre neste último livro é mais nítida do que nunca, ela agora é alguém independente, segura de si e verdadeiramente feliz – e poderosa!
– O que saiu não foi o que entrou. – Uma risada riuca quando o Entalhador apoiou a lasca de osso no chão a seu lado. – Como é linda, nova como uma corça, mas antiga como o mar. Como ela o atrai. Uma rainha, como minha irmã um dia foi. Terrível e orgulhosa; linda como um alvorecer de inverno. (pág. 239)
A cada novo capítulo a autora mais me surpreendeu. A riqueza de detalhes que ela preenche a história, fazendo-a estar toda conectada, não tem como nos cansar. Menos do comum, mais do surpreendente, extremamente criativa! Vemos criaturas, histórias e lendas criadas com tanto empenho que parecem reais. O que deixou claro – pelo menos para mim – foi que a autora não teve preguiça de contar a história, não quis encurtá-la, não quis resumi-la ou correr, como se sua única prioridade fosse deixar toda a narração fluir naturalmente de forma gostosa e envolvente.
– Se precisar de alguma coisa... Estarei bem aqui.
Dei um sorriso breve e grato a Mor.
– Assim como eu.
Ela ainda estava sorrindo quando respirei fundo antes de seguir para a porta. (pág. 296)

– Bom saber que depois de quinhentos anos você ainda se veste como uma vadia.Em um momento, Azriel estava sentado.
No seguinte, ele avançou pelo escudo de Eris com um clarão de luz azul e o derrubou de costas, madeira se partiu sob os dois.
– Merda – disparou Cassian, e foi imediatamente até lá...E se chocou contra uma parede azul.
Azriel selara os dois ali dentro, e, no momento que as mãos cheias de cicatrizes de fechavam em torno do pescoço de Eris, Rhys falou:
– Basta.Azriel apertou, Eris se debatia sob o guerreiro. Nenhum combate físico; havia uma regra contra isso, mas Azriel, com qualquer que fosse o poder concedido por aquelas sombras...
– Basta, Azriel – ordenou Rhys. Talvez aquelas sombras que agora deslizavam e se retraíam em volta do encantador o escondessem da ira da magia irrevogável. Os demais não fizeram menção de interferir, como se cogitando o mesmo.[...]Eu me levantei com os joelhos surpreendentemente firmes.
Senti todos ficarem tensos, o olhar de Tamlin era como um ferrete conforme eu caminhei até o encantador de sombras, com o vestido brilhante sibilando pelo chão atrás de mim. Quando coloquei a mão tatuada na curva dura, quase invisível, do escudo e falei:
– Venha, Azriel. – Azriel parou.[...] – Venha se sentar ao meu lado.[...]Ninguém falou nada até que eu oferecesse vinho a Azriel e me sentasse.
– Eles são minha família – expliquei, para as sobrancelhas erguidas que recebi ao servir o encantador de sombras. Tamlin apenas sacudiu a cabeça, enjoado, e, por fim, deslizou aquela garra de volta para dentro. Mas encontrei o olhar incandescente de Eris, e minha voz soow tão fria quanto a expressão de Azriel quando falei: – Não me importo se somos aliados nesta guerra. Se insultar minha amiga de novo, não o impedirei da próxima vez. (pág. 421/422)
O laço de amizade – ou melhor dizendo, família – que Feyre criou na Corte Noturna é emocionante. Amren, Mor, Cassian, Azriel e Rhys recebem Feyre, ainda mais agora com sua nova identidade significativa, de braços abertos. Um se sacrifica pelo outro, um se coloca no lugar do outro, um luta pela felicidade do outro... fazendo deles uma grande família, com imperfeições que as tornam mais realistas, mas com tanto carinho e cuidado que nos arranca sorrisos o tempo todo.
– Aposto vinte moedas de ouro que haverá uma briga na primeira hora – disse Cassian, ainda sem olhar direito para Nestha.
– Trinta moedas, e aposto em 45 minutos – replicou Mor, cruzando os braços.
– Lembrem-se de que há votos de proteções de neutralidade – disse Rhys, casualmente.
– Vocês não precisam de punhos ou magia para brigar – disparou Mor.
– Cinquenta, e aposto em 30 minutos – falou Azriel, à porta. – Iniciada pela Outonal.
Rhys revirou os olhos.
– Tentam não demonstrar que estão todos apostando neles. E nada de trapacear provocando brigas. – Os sorrisos de resposta do grupo não foram nada reconfortantes. Rhys suspirou. – Aposto cem moedas que haverá uma briga nos primeiros 15 minutos. (pág. 391)
O toque de humor equilibrado que é adicionado durante toda a história é sensacional, torna o livro mais gostoso de ler e super envolvente. A reunião entre todas as Cortes convocada por Rhys foi algo muito genial, pois podemos ver uma interação maior do que nos dois primeiros livros entre as Cortes, e inclusive entramos em algumas que até então não tinha aparecido. Conhecemos mais de perto também os Grão-Senhores das demais Cortes, e tudo isso nos envolve e prende ainda mais à história.
E, quando aquele vento beijado pela noite nos atravessou para longe, bem longe, para o coração da guerra, tão longe, para o perigo desconhecido... Rezei para que minha promessa fosse verdadeira. (pág. 472)
A guerra iminente durante o terceiro livro é um forte ponto abordado, muito interessante e realmente nos prende. Foge do tradicional ação/aventura e nos apresenta a algo muito além disso. Ação, humor, romance, aventura, fantasia, ficção... é um misto de gêneros maravilhoso e envolvente. Principalmente no campo de batalha. Acontece várias coisas surpreendentes, amigos improváveis, inimigos poderosos, aliados impensáveis etc. Eu realmente admiro a forma como a Sarah conduziu essa trilogia, principalmente nesse último livro. Ela poderia ter fugido da narração, a tornado cansativa e chata, mas ao contrário... foi completamente surpreendente e envolvente. Quando acabei o livro tudo que pude pensar foi: quero mais! Se ela escrevesse um milhão de livros para essa série, eu com certeza leria todos. Fiquei realmente muito satisfeita com o desfecho, a autora soube como deixar "brechas" para continuações sem deixar perguntas não respondidas.

Desde que terminei de ler a série quero compartilhá-la com todo mundo, a indiquei pra várias pessoas e estou torcendo muito pelo lançamento do conto do mundo de Corte que sai em Maio no exterior. 
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Ficção | 404 Páginas | Editora Galera Record | 2014 | Classificação: 4/5.
Sinopse: Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo  que deseja é ser livre - e fazer justiça. Enquanto a amizade entre ela e o capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta, imerso em seus próprios dilemas e descobertas. A princesa Nehemia se torna uma conselheira, mas sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor do castelo de vidro estão cada vez mais próximas.
*Pode conter spoiler do primeiro livro – Trono de Vidro.*
Após vencer a competição, finalmente Celaena é a campeã do Rei. Mas isso trouxe muitos problemas, alguns que podem até colocar sua lealdade à coroa em questão. Agora, distante do príncipe Dorian, a assassina real se aproxima cada vez mais de Chaol – o capitão. Além das responsabilidades do novo emprego, ela tem que descobrir como as coisas andam em relação à magia, Elena, as marcas de Wyrd e seu colar – o olho de Elena – que tem brilhado em alguns momentos. Adicionando a tudo isso uma pitada de romance. Celaena deve superar o fantasma de Sam – seu ex –, que com ele traz medos e inseguranças que a assustam, e aprender a amar novamente e se entregar. 

"O resto do mundo se calou até virar nada. Naquele momento, depois de dez longos anos, Celaena olhou para o capitão e percebeu que estava em casa." 

Nesta trama, o desenrolar do livro nas primeiras páginas foi um pouco mais lento, mas tinha certeza que o fim valeria à pena – e de fato valeu. Em relação ao primeiro livro, este teve mais cenas de ação, lutas, sangue e a verdadeira assassina de Adarlan finalmente apareceu! Isso ajudou bastante. Também teve um toque a mais de suspense para descobrir quem de fato estava armando contra o Rei, e o que o Rei estava preparando para ataque. Sim, como eu sempre falo, a evolução da autora é visível, assim como a construção e maturação de alguns personagens também. Vemos um lado mais íntimo e pessoal da assassina, mas também vemos até onde ela é capaz de ir caso seja provocada, e foi disso que senti falta no primeiro livro que acabei encontrando no segundo.

"– Não sei se eu deveria sentir vergonha por querer ter você nos braços neste dia ou gratidão porque, apesar do que aconteceu até agora, foi isso que, de alguma forma, me trouxe até você."

Encontramos neste volume um aprofundamento acerca de outras criaturas, marcas e magia que ainda espreita não só Adarlan, mas em toda Erilea. Alguns pontos importantes do passado de Celaena são revelados, e há uma forte premissa deixada para o terceiro livro que me deixou bem interessada pelo próximo volume, desconsiderando as partes cansativas que se arrastou em algumas momentos da leitura de Coroa da Meia-Noite.

A amizade de Celaena e Nehemia foi um ponto abordado de forma inteligente e criativa, e gostei do objetivo dela, apenas questionei o desenrolar. É uma construção extremamente importante, apesar de que a amizade das duas não me conquistou completamente. Poderia ter sido abordada de forma mais profunda e significativa, considerando a relevância para a história.

"O beijo a desnorteou. Era como voltar para casa ou nascer ou subitamente descobrir uma metade de si que estava faltando."

O triangulo Celaena, Dorian e Chaol foi algo que me incomodou. Um romance na história é algo que considero bastante, porém não é qualquer romance. Deve ser bem construído e abordado, e foi disso que senti falta. No primeiro livro vemos Celaena apaixonada por Dorian, e com a mesma rapidez que tudo acontece, tudo acaba. Já no segundo livro vemos a completa e total indiferença da assassina em relação ao príncipe, e se envolvendo com outro. E eu fiquei me perguntando: como assim?! Em um momento ela estava apaixonada por um, em outro momento não estava mais, e um pouco depois já estava louca por outro. Cadê a construção sutil de tudo isso? Como se tivesse pulado partes importantes e apressado a história do relacionamento dela com eles.

"Com um silêncio sobrenatural, a mulher se agachou diante de Cova e ergueu o queixo dele com a outra adaga, o homem ofegava quando ela aproximou o rosto. Não havia nada sob o capuz – nada daquele mundo. A assassina não tinha rosto."

Então, a Sarah investiu em ação, aventura e suspense neste livro, e com certeza foi muito feliz. Mas no quesito relacionamento – amizade e romance – a construção foi muito insuficiente, infelizmente. Mas sim, tiveram momentos fofinhos que me deixaram sorrindo. O livro é digno de quatro estrelas, e eu sei que vocês já devem estar cansados de tanto me ver falar da escrita e criatividade dela, mas isso conta muito em um livro. Então até as partes arrastadas da leitura são simples, pois a narração é fácil de acompanhar. Quero muito ler o terceiro volume, pois andei vendo alguns spoilers e a história ganhará uma estabilidade maior em relação a protagonista e seus relacionamentos, ela descobrirá muito mais sobre si mesma e pontos importantes que ainda estão pendentes serão mais bem destrinchados.

"Algumas coisas você escuta com os ouvidos, outras, você escuta com seu coração."

O fim do livro vale muito à pena, me surpreendeu bastante e me deixou muito animada para continuar a leitura. Então, sim, eu super indico! Vai sem medo, passa por algumas partes arrastadas sabendo que tem muita, muita coisa boa pela frente!

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Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada. (pág. 15)
Olá pessoal! Desculpa o atraso do post, que era pra ter saído ontem, mas as aulas voltaram e na segunda e terça tenho aula pela manhã e noite (então, imagina a correria!). Então, sem muitas enrolações vamos ao que interessa... Lembrando que para quem não leu o primeiro livro (especial aqui) e não quer pegar spoiler, aqui terá alguns do volume 1, mas sem spoiler do livro 2.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.[...] Eu não era a garota humana que precisava ser paparicada e mimada, que queria luxo e facilidade. Não sabia como voltar a desejar essas coisas. A ser dócil. (pág. 135)
Primeiramente, a forma como a autora reconstruiu todos os personagens e principalmente a Feyre foi completamente incrível. No início desse livro ela nos mostra a protagonista tentando superar - sem uma ajuda significativa do Tamlin - os acontecimentos de Sob a Montanha. E a situação ainda fica pior quando ele a exclui completamente dos atuais acontecimentos, atualização ou decisões. A Sarah vai descrever, de uma forma surpreendente, situações como violência psicológica, depressão, ódio etc. E só então Feyre perceberá que ela mesma será sua própria salvação! Vai se reerguer, recuperar as forças e decidir o seu destino. 
[...]Estou pensando que era uma pessoa solitária e sem esperanças, e talvez tivesse me apaixonado pela primeira coisa que me mostrou um pingo de bondade e segurança. E estou pensando que talvez ele soubesse disso... talvez não conscientemente, mas talvez ele quisesse ser aquela pessoa para alguém. E talvez isso desse certo para quem eu era antes. Talvez não dê certo para quem... o que sou agora. (pág. 169)
A partir do momento que vemos a Feyre se tornar mais independente, as coisas começam a tomar um rumo diferente do imaginado. Descobrimos, junto com a própria protagonista, como sua vida funciona agora que ela se tornou feérica e está mais poderosa do que poderiam imaginar.
A vida é melhor quando você está por perto. E olhe como sua letra é linda. (pág. 281)
No dia do grande casamento, o Rhys aparece para cobrar o acordo feito com Feyre em Sob a Montanha e a leva para a Corte Noturna no meio da cerimônia. Após dois ou três meses cumprindo o acordo - uma semana do mês com Rhys em sua corte - Feyre percebe que a melhor opção para garantir sua recuperação é estar na Corte Noturna, e isso causa uma grande confusão. Lá ela aprende a escrever, conhece amigos verdadeiros e descobre que nem tudo que parece, realmente é. Nesse livro vamos encontrar muitos esclarecimentos, a exploração do romance é maior - e muito melhor - do que no primeiro, a dose de aventura também é bem mais alta do que no primeiro e o território feérico nos será apresentado de forma bem mais ampla.
Ele apareceu, uma figura sólida em meu mundo de fumaça e estrelas. (pág. 286)

Ele fizera isso para me manter distraída - me manter com raiva. Porque o ódio era melhor que sentir nada; porque ira e ódio eram o combustível duradouro na escuridão infinita de meu desespero. (pág. 307)

- Às pessoas que olham para as estrelas e desejam.
- Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos. (pág. 356)
 Você você amar a intensidade do romance que há. Muito bem construído, com paciência, sutileza, realidade, maturidade, cuidado etc. A Sarah se mostrou uma escritora muito competente quando nos descreveu milhões de gêneros em uma trilogia só, e com muita maestria! Nos arrebata, toma nossos pensamentos e nos faz devorar os livros numa rapidez impressionante, simplesmente porque é aquele tipo de história que poderíamos passar o resto da vida a lendo.
Jantares em família; não reuniões oficiais da corte. E essa noite... ou não sabiam que eu estava ali para decidir se realmente queria trabalhar com Rhys, ou não tinham vontade de fingir ser qualquer outra coisa além do que eram. Sem dúvida tinham vestido o que quiseram - eu tinha a sensação crescente de que poderia ter aparecido de camisola e eles não teriam se importado. Um grupo singular, de fato. (pág. 178)
E o que falar dos outros personagens? Um dos pontos positivos dessa trilogia é que ela tem os protagonistas, mas a história não se trata apenas deles. Amren é a auto-suficiência em pessoa, incrível e amada e poderosa! Rainha! A Mor é uma mistura espetacular da sutileza, meiguice, poder e auto-confiança. Os guerreiros illyrianos mais amados desse mundo, Cassian e Azriel, são fortes, poderosos, confiáveis, não medem esforços para se sacrificar por aqueles - e aquilo - que amam. Junto ao Rhys, e agora a Feyre, eles formam a família mais linda e absoluta que você respeita. São tantos detalhes, histórias, personagens etc, que tudo contribui para tornar a história mais complexa, realista e incrível. Há uma riqueza de detalhes em relação a tudo, aos mundos, mitos, lendas, guerras, objetos mágicos, fendas entre os mundos, outras criaturas, os poderes, e é tudo tão perfeito que te envolve e parece que tudo aquilo existe de verdade. É uma trilogia mágica, envolvente, apaixonante, eletrizante! 

A Sarah simplesmente nasceu para ser escritora! Espero muito que venham milhões de outros livros dessa série Corte, com certeza ela deixou muito pano para manga caso queira continuar explorando essa história - inclusive outros shipps que eu quero muito! Então, Sarah, minha amiga, se você quiser lançar uma série de livros para cada personagem dessa história perfeita, publica mesmo! 

A família mais linda que você respeita! 💓

- Estou pensando - disse ele, seguindo o movimento de minha língua no lábio inferior - que olho para você e me sinto como se eu estivesse morrendo. Como se não conseguisse respirar. Estou pensando que a quero tanto que não consigo me concentrar na metade do tempo que estou com você, e este quarto é pequeno demais para que eu me deite com você direito. (pág. 494)

- Quero que saiba que - sussurrei - que estou quebrada, e me curando, mas cada pedaço de meu coração pertence a você. E me sinto honrada, honrada, por ser sua parceira. (pág. 555)

[...]e eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo. (pág. 559)

Digo e repito: minha série favorita da vida! Rhys, crush supremo. Quem o supera?! Se vocês ainda não leram nada da Sarah J. Maas, já podem começar. Não vão se arrepender, eu juro!
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Ficção | 392 Páginas | Editora Galera Record | 2013 | Classificação: 4/5.
Sinopse: Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.
Nesse livro iremos conhecer Celaena, quando está sendo levada da prisão - onde era escrava há cerca de um ano - pelo capitão da Guarda Real Chaol. Até então ela acha que será executada por ter feito uma rebelião na prisão há um tempo atrás. Mas quando chega na presença do Príncipe Dorian, descobre que na verdade estão lhe oferecendo um acordo para ser livre. O Rei de Adarlan está organizando uma competição, onde cada membro da Corte Real irá ser representado por um criminoso perigoso em uma competição, ao todo são 22 homens e uma única mulher: Celaena. O ganhador trabalhará como Assassino do Rei durante 4 anos e após isso terá sua liberdade legalmente. No meio de assassinos, ladrões e guerreiros, a perigosa jovem de 18 anos não irá revelar sua identidade de cara afim de ganhar vantagem contra os outros competidores. Nessa jornada, ela irá enfrentar muito mais que uma competição. Fará amigos, se apaixonará, descobrirá mais acerca de si mesma, verá que o Rei pode ser muito mais cruel e seu filho - o Princípe Herdeiro - mais doce do que imaginava, relembrará momentos do passado que ainda são cicatrizes abertas e tentará descobrir quem está assassinando misteriosamente - e cruelmente - alguns participantes da competição, o que só a trará mais perguntar de como esse assassino misterioso ainda consegue usar magia em um mundo que o Rei a anulou completamente.

Ainda assim, a imagem assombrou seus sonhos a noite toda: a linda garota que olhava as estrelas e as estrelas que a olhavam de volta.” 

A autora constrói e desenvolve a história da Assassina de forma que te deixa curioso e não dará descanso até você chegar na última página do livro - ou além disso. Não é nenhuma surpresa se depará com uma escrita fluída da Sarah J. Maas, nem como ela nos entrega histórias complexas e bem exploradas com maestria. Os personagens são extremamente bem pensados, o que ajuda muito na montagem da história, nos entregando um conteúdo de alta qualidade.

A forma que ela mostra Calaena, uma jovem assassina mas que também tem sentimentos intensos. Que curte aproveitar as pequenas coisas, de forma sensível e intensa - como o sol, ou a ideia de liberdade, de fazer coisas simples e bobas quando quiser. Isso torna a protagonista bem mais realista, sem contar que por ser uma mulher já dá a história uma singularidade particular, não é em todo livro que vemos uma protagonista forte e badass!

“Um coração corajoso é muito raro. Deixe que ele a guie.” 

As cenas de ação não são muitas, mas há muito suspense envolvido na história. Isso nos permite colocar a cabeça para pensar - muito - e criar várias teorias. Mesmo que eu tenha descoberto muitíssimos spoilers antes de ler a série, muita coisa ainda me surpreendeu. Apesar desse primeiro livro ser mais uma introdução de Celaena no reino, em uma posição influente, na história e em todo o contexto de acontecimentos.

“Que o campeão do rei seja alguém que entende o sofrimento dos inocentes.” 

O livro é realmente muito bom, bem escrito, construído, montado e pensado. O que me decepcionou um pouco na história é a forma como a autora deixou Celaena frágil e perdida demais. Ok, Celaena estava começando a ficar um pouco enferrujada por estar presa - mas por algum motivo ela era a melhor e mais poderosa Assassina do país, ou do mundo. Achei legal até o ponto que deixou a protagonista mais realista, como disse, mas talvez a autora tenha passado um pouquinho do limite. Quis muito ver essa sanguinária poderosa e temida, e na hora que eu mais esperei encontrá-la foi quando ela não é exibida. 

“Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas.” 

Esse foi um ponto que me fez dar apenas 4 estrelas, mas isso não me impediu de querer muito continuar a série! Vale ressaltar que esse foi o primeiro livro escrito pela autora, quando tinha apenas 16 anos. Com certeza em 10 anos - o tempo que levou para ser oficialmente publicado - houve muitas alterações e melhorias, mas não deixa de ser uma primeira experiência. Que alias, deu muito certo! A Sarah com certeza nasceu para ser escritora! Ela tem uma criatividade magnífica, e como a coloca em palavras é ainda mais impressionante. Vale muito a pena dar uma oportunidade para esse livro (e série)!

“Tinha pulado do penhasco. Só restava torcer pela rede de segurança.” 

Ler ficção/fantasia tem me surpreendido muito. Eu tenho saído da minha zona de conforto e descoberto um gênero muito interessante. Às vezes, talvez pela falta de costume, fico um pouco cansada da leitura, mas espero que isso melhore com um tempo. Fora alguns detalhes pequenos e quase irrelevantes, adorei a leitura! Estou encantada com todo essa construção significativa de universo, deuses, crenças, canções, países, cultura, lendas etc. Muito bacana conhecer algo irreal, mas que ao mesmo tempo é tão realista. Uma leitura que te prende, cativa e te faz viajar de olhos abertos.

Espero que vocês tenham gostado, pois temos a continuação do Especial da série Corte de Espinhos e Rosas, na próxima segunda-feira, e na quinta pretendo liberar a resenha do volume 2 de Trono de Vidro (Coroa da Meia-Noite)! Será que estou apaixonada pelos livros da autora Sarah J. Maas? haha

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